sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

The End

Como eu comecei a dizer no texto anterior os empregados, aproveitando-se da aparente segurança da carta del lavoro tornaram-se cúmplices da destruição de si mesmos.
Embora eu só tenha nascido na década de 1940, tive notícia de como eram as coisas antes de 1930, quando Getúlio começou a destruir nossas possibilidades de riqueza 
Havia pleno emprego, segurança polícia nas ruas (eu me lembro da guarda civil uma empresa particular à qual os moradores pagavam uma taxa para guardas andavam armados pelas ruas e ampitavam em frente às casas que pagavam para mostrar que estavam ativos
Os professores empregados no colégio de meu pai davam aula de terno e jaleco branco e tinham carro numa época que uma carro era mais caro que uma mansão de dez cômodos
Tínhamos um empregado tipo faz tudo - impossível hoje - o Rivando, leal, prestativo, trabalhava se precisa vinte horas sem hora extra
Um empregado de salário mínimo podia alugar um apartamento de fundos de dois quartos e pagar escola particular dos filhos
Era comum, no comércio, bons empregados tornarem-se sócios no fim da carreira assim como era comum empregados e patrões serem amigos porque ainda não havia chegado a malditas luta de classes.
Empregado sabia que emprego não era encosto, nem maneira de retirar grana de patrão.
Empregado lutava para ser eficiente ou perdia o emprego porque não conseguiria outro
Sabiam que um emprego era uma dádiva especial que um produtivo dava a alguém que sem essa oportunidade morreria de fome e nos países frios de frio.
Por isso produziam e tinham valor 
E por isso ganhavam muito mais
Para provar isso nos poucos países em que a carta del lavoro não prosperou os empregados sempre ganharam mais. Como não tinham previdência social - uma desgraça que empobrece o empregado e destrói o país ou trabalhavam ou não ficariam
E ainda havia o orgulho de ser bom trabalhador de não ser um canalhada a consciência de cumprir um dever , de valer o pagamento que receberia porque sua moral não o permitiria ser um canalhada vagabundo
Isso entre operários - serventes e pedreiros (Carlola, o compositor, tinha esse apelido porque descia o morro de Mangueira (que não era um antro de bandidos, trabalhei lá, na Schilling Hillier - de termo e cartola) todos eram orgulhosos de trabalharem e nunca admitiriam ser embromadores canalhas tinham vergonha na cara, como se dizia na época 
Era diferente 
Posso provar isso
Nos EUA não há carta del lavoro
Uma costureira americana ganha cinco vezes mais que uma brasileira 
Um policial inicio de carreira americano ganha 12.000 dólares por mês, cerca de 40.000 reais o que lhe permite morar naquelas mansões americanas de grandes jardins gramados onde as crianças deixam bicicletas de noite sem problemas. Aqui um policial fim de carreira ganha dois salários mínimos ou cerca de 3000 reais menos de um décimo do que ganha um tira novato lá 
Carpinteiros americanos tiram férias na Europa e quando aposentados com a grana que economizaram (lá, como não há aposentadoria bancada pelo estado todo mundo junta dinheiro compra ações e morrem ricos pelos padrões brasileiros) saem viajando pelo país em enormes Halley Davinson com suas ainda jovens mulheres porque as excelentes estradas não são cheias de assaltantes como aqui
Na Europa o hábito é trabalhadores aposentados cruzarem o continente de trailers ou moto homes que são alugados por firmas esoecializadas
Aqui o máximo que fazem é ficar quitando nas poças grandes que os políticos canalhada chamam de piscinão de Ramos ou de Deodoro, piscininhas - por aí 
No máximo, apodrecendo sentado numa cadeira de plástico branca na porta da casa decadente no subúrbio tipo maçarico micro ondas polular. Ou morre antes, o mais comum...
Para mais prova, a imprensa mostrou e filmes confirmaram (há um filme onde um garoto nicaraguense é “exportado” pela família pelos pais, ilegalmente para os EUA porque as gangues o matariam) milhares de pessoas, em exércitos de famílias desesperadas caminharam a pé por milhares de quilômetros em busca do Eldorado americano porque em seus países (todos vítimas da carta del lavorp, dos sindicatos coministas, do esquerdismo que levararam seus países à miséria, secaram sua economia e fizeram prosperar gangues, quadrilhas facções criminosas, máfias) inutilmente porque americanos e mesmo mexicanos não os deixaram passar
Porque um professor brasileiro com mestrado ganha no máximo no Brasil da carta del lavoro no máximo uns 5000 reais se emigrar para os EUA pode ganhar fazendo faxina ilegalmente nos lares americanos e ganhar até uns 20.000 reais 
Porque lá, não havendo segurança alguma o empregado tem de produzir vinte vezes mais que os brasileiros nicaraguenses, guatemaltecos. Por isso quem pode foge do inferno para o que lhes parece o céu mas ê só uma economia normal, não degradada pelo trabalhismo comunista
Tive uma entrevista com uma candidata a empregada que, quando lhe disse que teria de trabalhar, se esforçar para a empresa progredir, que todo empregado da empresa tem de vender os produtos e que vagabundo
não fica na empresa se não produzir me disse na cara de pau que preferia uma empresa que lhe desse segurança - ou seja, onde pudesse embromar à vontade sem correr o risco de ser despedida...
Esse ainda é o padrão do empregado brasileiro, um cara quem quer um emprego , um encosto seguro onde explorará um patrão até ser despedido e procurar outro trouxa
Claro que isso faz dele um miserável de carteirinha e um favelado ou ocupador de prédio público por opção, colecionador de benefícios sociais como bolsas aquiilo e vale outro, SUS, aluguel e farmácias sociais no meio de tiroteios e cheiradinhas aqui e ali, um baseado ou outro aculá...
Se não for mudado esse padrão a economia acaba ao menos no Brasil

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